13 abril 2020

Adriane Galisteu solteira de novo


QUEM: Como foi que você recebeu a notícia de que iria apresentar seu programa de madrugada? 
ADRIANE GALISTEU: Tomei um susto. Às vezes, as informações chegam a mim por meio da imprensa. Eu estava gravando o programa no sábado (8), achando que aquele seria o último (haviam informado que o Charme sairia do ar), e então me avisaram que, a partir da segunda seguinte, eu iria apresentar de madrugada e ao vivo. Quem trabalha em TV sabe que as coisas podem mudar de repente. Estou fazendo o meu trabalho e não deixo a peteca cair. 

QUEM: Como está seu relógio biológico com a mudança de horário do programa? 
AG: Ainda é muito recente a mu-dança para eu poder dizer. Não senti direito porque só faz uma semana que estou indo ao ar de madrugada. Daqui a uma sema-na, vou saber melhor (risos). De qualquer forma, tenho o dia para me organizar e fazer o resto das minhas coisas. 

QUEM: Seu programa mudou de horário poucos dias depois de sair na imprensa que você teria ido à Record conversar. Foi coincidência? 
AG: Não fui a lugar nenhum. Isso é uma especulação que acontece não só comigo, mas com todo mundo quando o contrato está para acabar. Tenho 12 anos no ar. Passei pela MTV, pela Rede TV!, pela Record, agora estou no SBT. Sou profissional e não faria esse tipo de coisa. Tive mil razões para repensar meu trabalho e lidar com as situações difíceis, mas o que eu falo é que cresço nesses momentos de dificuldade. Claro que frustra, mas, ao mesmo tempo, me fortalece. Em nenhum momento pensei em desistir: Tenho outros projetos — de teatro, de fazer rádio —, mas não tenho dúvida de que vou continuar apresentando programa, porque eu nasci para apresentar. 

QUEM: Você terminou o namoro com o deputado Fábio Faria na semana passada. O que houve? 
AG: Minha relação tinha que aca-bar. A gente não brigou, não houve terceira pessoa nem foi a minha mudança de horário que influenciou. A vida da gente tomou rumos diferentes. Não vou usar um clichezão para justificar o fim. Não deu certo porque não tinha que dar. A gente teve uma relação muito boa e fomos muito felizes durante o período em que estivemos juntos e não vou ser deselegante de ficar dizendo aqui coisas que só interessam a nós dois, mas o fato é que, para alguém estar ao meu lado, tem que ser muito bom, senão fico sozinha. 

QUEM: Você acha que o fato de você ser bonita, rica e famosa assusta os homens? 
AG: Homem que é homem não se assusta com nada. Posso assustar meninos e homens inseguros... Aí é até bom que assuste mesmo, assim não atraio tranqueira para o meu lado. Procuro pensar também pelo outro lado, e não tem nenhum 
homem que me assuste. Eu não na-moro a profissão, namoro pessoas. Para estar comigo, a pessoa tem que pensar assim também. 

QUEM: Você sente cobranças pelo fato de ainda estar solteira? 
AG: Não tenho pressa nenhuma para ter alguém ao meu lado. Quero mui-to ser mãe e ter minha família, mas sei que as coisas vão acontecer na minha vida no tempo certo. Já fiquei buscando uma pessoa, mas também-me machuquei tanto... O fato é que tem que ser alguém muito legal. Vou namorar quantas vezes forem necessárias para encontrar alguém que me faça feliz e vice-versa. 

QUEM: E o que você espera de uma relação? 
AG: Não espero um relacionamento que seja um mar de rosas. Hoje sou mais preparada para uma relação. Já tive relações doentias, competitivas, de ambos traírem e já me anulei por causa de alguém. Agora quero um amor igual. Não quero uma pessoa que ande na minha frente ou atrás de mim, mas ao meu lado. Mesmo que eu tenha meu trabalho, as duas coisas têm que andar iguais. 

QUEM: Você disse que vai lançar ain-da este ano Mais ou Menos 30, um livro escrito em parceria com seu terapeuta, Luiz Cuschnir, sobre as mulheres independentes financeiramente, mas que sentem a pressão de ainda não terem uma família. A ideia é passar sua experiência? 
AG: Quero falar com as mulheres que não conseguem viver sozinhas. Fiz quatro anos de terapia para falar sobre isso. Confesso que, cinco anos atrás, eu dizia que era incapaz de ficar sozinha. Hoje consigo ficar e ser feliz. Quero alguém ao meu lado por opção. Ou seja, é uma diferença brutal em relação ao que eu pensava antes. Se até bem pouco tempo eu sofria se ficasse sozinha, não sou mais assim. Estou superbem! Aprendi a valorizar meu espaço e minha solidão. 

Revista Quem - 21/03/2008






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