AS MAIS PERIGOSAS CURVAS DE AYRTON SENNA
Até então, os casos do piloto nunca tinham durado muito. Mas esta máquina fez o tricampeão derrapar e dizer adeus à fama de conquistador
Por MÁRCIA PIOVESAN
Há exatamente doze meses, Adriane Galisteu, 20 anos, fez acelerar o coração do campeão Ayrton Senna, 33. Com um corpo cheio de curvas — perigosíssimas, segundo o próprio piloto —, lindos olhos verdes e um jeito meio menina meio mulher, ela chegou como quem não queria nada e deixou o tricampeão de Fórmula 1 sem rumo. Ele, que nunca teve um namoro sério por mais de oito meses, mudou bastante seu comportamento. Mas a vida dessa paulistana cheia de energia também mudou. E muito. Ela encontrou um grande amor, virou atração nas pistas de corrida do mundo inteiro, se projetou como modelo internacional e, na carona do ilustre namorado, ganhou o título carinhoso de "princesa de Mônaco".
Portanto, apesar de reticente, Adriane tem todos os motivos para comemorar este primeiro aniversário de namoro. — O Big Coke (apelido dado por ela a Senna) é maravilhoso. Estamos mui-to bem, mesmo — garante. Ela conheceu Ayrton no Grande Prêmio do Brasil, em 1993, no autódromo de Interlagos, São Paulo. Convidada a trabalhar pela Shell, a loirinha acompanhou os treinos, arriscou alguns olhares para o corredor e, sem querer, deu sorte a ele. Senna faturou o GP, mas, compenetrado, não notou sua presença. — Ele passou várias vezes perto de mim e nem me viu — lembra, sorrindo. Na noite seguinte, entretanto, Adriane entrou na Limelight, uma badalada casa noturna paulistana, e, sem muitos rodeios, foi cumprimentar o dono da festa. Rapidinho Senna pediu o telefone da moça e convidou-a para passar um final de semana com ele em Angra dos Reis. Uma história que, no início, deixou Emma Galisteu, mãe de Adriane, preocupada. — Fiquei temerosa. Afinal, ele é um homem famoso, um cidadão do mundo...
Revista Contigo! 29/03/1994




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