Cheia de curvas, a modelo Adriane Galisteu, especialista em posar de calcinhas, não pára mais de trabalhar desde que começou a namorar o piloto Ayrton Senna. Arrimo de família desde os 16 anos, fez sua primeira foto aos 9, mordiscando um Big Mac. Louca por hambúrguer e Coca-Cola, chama o namorado famoso de Big Coke. "Está tudo lindo", diz. Não está?
Se fosse uma menina muito magra. magérrima. Adriane Galisteu a esta altura da vida estaria desfilando em Paris. "Mas o meu forte, confesso a você, é o corpo". diz. Tornou-se, graças a ele. uma modelo com algum nome entre anunciantes de calcinhas e maiôs. "Porque para trabalhar lingerie no Brasil é preciso ter curvas", observa. Desde que foram identificadas corno suas as curvas que o piloto Ayrton Senna exibiu em Angra dos Reis (RJ). uma semana após vencer o GP Brasil de 1993. Adriane não parou de fotografar. Não mais calcinhas. Hall's. Kadett. Walita. Hering... Atualmente estuda propostas de uma agência em Zurique e de outra em Milão. "Não posso ficar grudada no Ayrton. Tenho que trabalhar."
Trata-se de um "tenho que" literal. Desde a morte do pai. há quatro anos, o trabalho de Adriane garante o sustento de sua mãe e de seus avós. Faça as contas: como tem 20 anos, a modelo é arrimo de desde os 16. Mas ajuda nas despesas da casa, ela lembra, desde os 9. quando fez a sua primeira foto. mordiscando um Big Mac. O que encantou agências, fotógrafos e clientes é o resultado de uma estranhíssima mistura. O pai. Alberto, gráfico, era filho de espanhóis. A mãe, Emma, dona de casa, nasceu na Hungria e para São Paulo foi trazida ainda muito jovem. Adriane herdou dela os traços, do pai ficou com a cor e com algo mais. "Olha como sou peluda", ela diz, levantando o vestido até os joelhos.
Por Mauricio Stycer
Fotos Cris Bierrenbach
Revista da Folha - 11 de julho 1993






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