15 abril 2020

Adriane Galisteu, pobre menina linda, revista Joyce Pascowitch

Ninguém é tão infeliz assim no amor à toa. Em pleno século as, uma mulher bonita desse jeito que vive re-clamando que agora isso, agora aquilo, cada vez que se separa de um namorado... Em que era ela está? Que exemplo ela dá? Adriane Galisteu não sobrevive sem um flash por perto. Todos os paparazzi a amam de paixão - deve ter algo de errado aí, já que paparazzi, naturalmente, disputam as boas fotos, e não as recebem de bandeja. Para esta reportagem e capa, convidamos Adriane Galisteu para ser uma mulher comum. Comum, mas charmosa, básica, essencial. Sem qualquer apetrecho daqueles que ela costuma usar para chamar a atenção. Tiramos aquelas roupas que não nos agradam e mostramos ela aqui como uma mulher de verdade. E mais: adoramos o resultado. Como Adriane seria diferente se se preocupasse menos com namorados que nunca a satisfazem... Com certeza não foi fácil chegar aonde ela chegou, mas, agora que ela já está lá, para que isso tudo? Por que será que as outras estrelas não reclamam tanto de homens, sejam eles namorados ou patrões? Tardes jogando cartas, viagens a Miami, um séquito que nunca lhe cobra nada e apenas diz amém: pobre menina linda. Galisteu não está feliz. Com dinheiro de sobra, ganho por mérito próprio, e com tempo tam-bém disponível, dela esperamos uma volta por cima: cursos de inglês e francês, um básico de filosofia, um pouco de ioga, para baixar a ansiedade. Trabalho voluntário para que a alma fique alimentada. E aquela alegria de ser que deveria ser a marca registrada de alguém que, como Galisteu, chegou lá. 
POR JOYCE PASCOWITCH 

Adriane Galisteu é, provavelmente, a celebridade brasileira mais comentada nos últimos dez anos. Já apareceu em praticamente todas as revistas e todos os jornais, das mais diversas maneiras. O que você vê nestas páginas é uma Adriane que pouco - ou nunca - se viu. Básica, desconstruída. Quase sem maquiagem, de jeans, camiseta e camisa branca, ela se mostra uma mulher franca em relação a seus sentimentos. Não esconde que quer ter uma família - mas garante que, aos 35 anos recém-completos, não tem a menor urgência. E reafirma, a vida profissional está sempre em primeiro lugar. Se a exposição incomoda? "Em hipótese alguma! Você acha que eu optei por essa carreira por quê? Aos 9, virei modelo, desfilava na Fenit - na época não tinha São Paulo Fashion Week -, cantei em dois grupos. Alguém que faz essa opção de vida faz para ficar no anonimato?", diz. "Aí consegui meu espaço, depois de muitos anos de trabalho, depois de tudo que passei... Consegui andar com minhas próprias pernas e, de repente, não quero mais a fama? Opa! Teria alguma coisa muito errada aí." Adriane não se esconde nem na hora que está começando um relacionamento - e acaba por ficar superexposta. Ela se defende: "Assumo que é a pior hora do paparazzo. Não conheço o cara suficiente para encará-lo como namorado. Ao mesmo tempo, tenho de sair para poder conhecê-lo. E você só conhece alguém saindo com ele, indo a um restaurante. Mas eu não vou me prestar a ter um carro correndo atrás de mim a noite toda! Eu dou a foto logo e não quero ninguém me seguindo." Até por isso tudo, não há muito mistério no ar quando se fala de Adriane Galisteu. Poderíamos nos aprofundar aqui nos motivos, mas todos se lembram muito bem: o namoro com Ayrton Senna, sua morte na Itália, a dor pública, rejeição da família dele, o livro dela, um ensaio nua, a:volta às passarelas, a estréia na TV, os outros namorados famosos, um casamento desmanchado, a ida para o SBT, briga pública com Silvio Santos. E Adriane, ou Galisteu - como todos a chamam - continua firme e forte, apesar de tudo, apesar de todos. "Eu penso assim. O mais importante é, se ganhei uma oportunidade, seja ela qual for, tento fazer do limão uma limonada. Tento agarrar com unhas e dentes, fazer o meu melhor, mesmo que tenha o universo contra." Muitas vezes, Adriane passou por dificuldades - e na frente do Brasil inteiro. Hoje está mais escolada, mas de vez em quando ainda vem o baque. Poucas horas antes de fotografar este editorial, Galisteu terminou, pelo telefone, o namoro de quase um ano com o deputado federal Fábio Faria. "Já estávamos distantes há algum tempo. Ele mora em Natal, trabalha em Brasília e namora em São Paulo. Não que esse seja o motivo, mas dificultou as coisas", afirma. "Não houve uma terceira pessoa. Nem de minha parte, com certeza, e nem da parte dele, eu sinceramente acredito. Decidi terminar antes de haver o desgaste. Quando não é para ser, não adianta forçar a barra. No passado, mantive namoros que não dariam em nada pelo simples fato de não querer ficar sozinha." 
Adriane parece sofrer do mesmo mal que muitas mulheres bonitas, bem-sucedidas e famosas costumam passar: a inconstância na vida sentimental. Alguns exemplos: Daniella Cicarelli, Xuxa e Jennifer Aniston, só para citar três. Seria ela uma Cinderela moderna, que não consegue achar seu príncipe encantado? Galisteu garante que não. "Acabo de fazer 35 anos, e claro que tenho um objetivo pessoal que é ter uma família, com filhos. Mas sem pressa. Não estou preocupada com isso. Deixo as coisas acontecerem", diz. "Pela primeira vez na minha vida terminei numa boa, conversando. Achei que isso nem era possível. Enfim, foi mais uma experiência adquirida. Fábio foi o homem certo, na hora certa." Sobre seu futuro profissional, um assunto que está praticamente todos os dias na imprensa, ela diz não saber - ou então faz mistério. Depois de mudar de horário diversas vezes no SBT - foram 19 mudanças em menos de quatro anos! -, ela passou a trabalhar de madrugada no início de março. Entrava ao vivo, todos os dias, à uma e meia da manhã. Dez dias depois, Silvio Santos mudou de ideia e tirou o Charme, seu programa, do ar. Até o fechamento desta edição, o novo horário ainda estava indefinido. Em um desabafo, Adriane disse que tentou entender o patrão, quando chegou na emissora. "Até me desgastei, e errei. Porque briguei, lutei, discuti, bati cabeça. Mas sou o lado mais fraco da corda. Para mim é difícil compreender, porque sempre tive a maior admiração pelo Silvio Santos. Mas admirá-lo não significa concordar com ele em tudo." Rumores de que Adriane iria para a Record, sua antiga emissora, surgiram depois do carnaval. Ela não confirma nada, mas garante que parou de brigar com Silvio. "Agora, no fim do meu contrato (que acaba em 30 de setembro), eu não tento mais entender. Eu faço. Não me desgasto mais. Essa é minha decisão lá dentro. Não vou perguntar o porquê. Das outras vezes que fiz isso, quebrei minha cara e saí prejudicada", diz. Segura de si, garante: "Sou muito feliz com minha escolha profissional. Não tenho dúvida, principalmente depois desse ano, que é isso que eu quero fazer. Porque motivos eu tive para desistir. Eu só não vou ficar desempregada, porque não tenho medo de trabalho". No meio da agenda profissional apertada, Adriane gosta de guardar momentos para ficar só. Garante que não tem medo da solidão, e que de vez em quando até é bom. Também adora receber amigos para jogar gamão, um vício, e assistir a filmes em casa - me-nos comédias românticas e dramas, que ela não suporta. "Não tenho paciência para clima, me tira do sério", diz. Acaba de ler Desonrada, a história real de Mai Mukhtar, uma afegã condenada a um estupro coletivo. "Não sou de queimar sutiã, quero que o homem abra a porta do carro pra mim, troque o pneu. Mas o livro mostra que nós, mu-lheres, ainda temos muito para conquistar. E é muito mais do que liberdade sexual." o próximo da lista é Celebutantes, uma crônica afiada sobre o mundo dos ricos e famosos de Hollywood. Em se tratando de Adriane, a escolha tem tudo a ver . 
POR LAURA ANCONA LOPEZ 

 Revista Joyce Pascowitch - Abril 2008















Em entrevista à Márcia Goldschmidt (em 2009) Adriane manifestou seu descontentamento com a postura profissional de Joyce Pascowitch. “Ela não foi honesta comigo, não gostei. Ela me conhece e escreveu absurdos de mim. O que eu falaria pra Joyce? Conselho, se fosse bom, as pessoas vendiam, não davam. Eu tenho 36 anos, sei exatamente o que fazer da minha vida para viver em paz e não preciso que ninguém me diga”, referindo-se a uma matéria de capa na revista JP, assinada pela própria jornalista.

Um comentário:

  1. Ela odeia essa edição. Joyce foi cruel e de uma falta de profissionalismo absurdo. Essa senhora e essa capa devem ser esquecidos. Adriane não mereceu essa capa,que inclusive foi de graça. Essa filha da p***

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Adriane Galisteu - Tiramos a loira da geladeira - Revista RG Vogue 2008

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