26 novembro 2023

Adriane Galisteu - Tiramos a loira da geladeira - Revista RG Vogue 2008

 



POP STAR
Adriane Galisteu já quis ser assistente do Bozo, fez propaganda de lanchonete, foi cantora, radialista, modelo de lingerie, namorada de todos os bons solteiros do País e pela primeira vez na vida está sem trabalhar. A apresentadora mais exposta do Brasil saiu do ar, por enquanto, e avisa: “Ainda vou ser líder de audiência”. Aqui já é. Tiramos a loira quente da geladeira para saber, afinal, o que faz dela sempre uma ótima notícia. A última? Vai lançar um livro contando tudo que falou em quatro anos de análise. Porque 15 minutos de fama é para quem não sabe jogar.

POR HERMÉS GALVÃO
FOTOS: MIRO
STYLING: GIOVANNI FRASSON

Adriane Galisteu e assunto de domínio público. Porque ao contrário das atrizes do Tablado que não falam da vida pessoal, ela, viva!, conta tudo para todo mundo ou, pelo menos, quase - porque, para nós, privacidade e coisa de anônimo. E que fique claro: "Trabalho muito bem com a exposição. Não tenho nenhum incomodo em relação a isso porque, no fundo, ninguém sabe da minha intimidade. E mais: comecei minha história pedindo para ser fotografada. Não acho justo ignorar a imprensa logo agora". Nosso encontro estava marcado para as duas da tarde, a pedido dela, em seu restaurante preferido. No caminho, a angustia de não saber o que (mais) perguntar, o que ela teria de diferente para dizer, revelar... Enfim, a dúvida: sobre o que Adriane Galisteu ainda não abriu ou mostrou para quem quisesse ver, ler e ouvir? Em poucos minutos, ficaria diante da mulher mais evidente do Brasil; semana sim, dia não, estampada em todas as revistas, correndo na praia, meditando na pedreira, beijando o namorado número 10 (fiz a conta por alto) ou, arrá!, desmentindo o último papel que lhe foi dado na mídia, o de namoradinha da cantora Ana Carolina. "Sou uma mulher verdadeira e se me apaixonar por outra, se tiver que me relacionar com uma, vai ser para valer. Mas não sou gay, tá?" Tá bom, eu nem perguntei nada - ainda. Adriane foi a primeira celebridade a ficar famosa antes mesmo de dizer a que veio. Digamos, então, que ela tenha começado de trás para frente. Apareceu e depois provou porque merecia brilhar. Ela chega ao Gero, pontualmente, recém-saída de um spa, de cara lavada, cabelo preso, sorriso de desarmar qualquer um e aquilo que já haviam me dito a seu respeito: "Cara, ela é uma pessoa normal, gente como a gente, não tem muita frescura e nem faz pose de estrela". Fato, lembrei-me de uma noite em que, por acaso, fui parar em sua casa, sem nunca tê-la visto na vida. Fui recebido como chapinha da Lapa e lá fiquei até o amanhecer, jogando cartas e bebendo Coca-Cola. Dessa vez não foi muito diferente. Ficamos igualmente à vontade, rapidamente, antes mesmo de o garçom trazer o couvert. Acendemos um cigarro, falamos palavrões levinhos, olhamos um para o outro. Chegou a hora. Primeira pergunta? E..., você, humm, bem, por que seus namoros não duram? (Pronto, estraguei tudo). “Quem disse que não duram?”, ela responde, com uma pergunta. Não me parece surpresa, ao contrário. Longe de mim achar que era o primeiro a questioná-la sobre isso. “Duram o tempo que têm de durar. Quando vejo que a coisa não está legal, que não estou fazendo o outro feliz, que não estou feliz, decido me separar. Depois que percebi o que era liberdade não troco ela por nada. Porque não tem preço. Estou com 35 anos, não dá para perder tempo com uma relação que não vai agregar. Não perco tempo mesmo. Quando lembro do pânico que passei com as perdas irreparáveis e fora de hora do meu irmão (morto em 1996, aos 28 anos), do meu pai (em 1988, aos 54), do Ayrton (em 1994, aos 33) e da minha grande amiga Vera Arruda (estilista, 2004, aos 33), fico com vergonha de sofrer por alguma coisa. Porque, se estou viva, acho que tudo é possível de se resolver”

 O monólogo segue, a conversa fica boa, Adriane sabe levar a entrevista. De repórter passo a ouvinte, e ela, locutora e porta-voz de si mesma, sabe o que precisa dizer, edita sua própria resposta, conduz, seduz. “Sofri, passei por relações doentes, peguei traste para burro nessa vida. O que eu namorei de traste, você não imagina.” Imagino sim!!! O que não sabia era que Adriane, antes de mais nada, é magistrada. Professora mesmo, formada. Opa, deve ter mais informações adormecidas de seu passado nunca antes revelado na Caras. À ver: neta de imigrantes húngaros, começou a carreira aos nove anos, quando pediu à mãe para levá-la a uma agência de talentos mirins. De cara, foi escalada para participar da propaganda do Mc Donald's. Decorou, da noite para dia, os ingredientes do Big Mac e assim estreou na TV. “Sempre quis estar na televisão, meu sonho era ser a Bozolina, assistente do Bozo, e participar do Qual é a Música” Depois, já adolescente, foi modelo de prova de calcinhas da Valisêre, ao lado da ex-modelo Denise Céspedes, até conhecer Ayrton Senna, aos 19 anos. Agora chega, voltemos ao presente (para saber mais de sua história com Senna, leia o best-seller vintage O Caminho das Borboletas).

Adriane está fora do ar, ainda e bem remunerada pelo SBT, mas, por ordens de Silvio Santos, entrou na geladeira. “Para mim, é como se estivesse de férias. Nunca parei de trabalhar na vida, sempre priorizei minha carreira, passava em cima de tudo (não de todos) como um trator. Agora vou cuidar de mim, mas parada não fico. Sem fazer nada, enlouqueceria em 30 dias. Duas coisas mexeriam comigo profundamente: perder o trabalho e a minha mãe”.

O contrato com a emissora vence no fim do mês e até lá nada de anunciar rompimentos, renovação ou planos para o futuro. Seu programa de auditório acabou em março, e desde então tem vivido do bônus da fama: viagens a trabalho, convites para todas as festas, jantares que importam, lançamentos de empreendimentos - dos pessoais aos imobiliários —, capas de revista, fotos e aquelas manchetes que a gente não respeita, tipo Adriane faz cooper na Lagoa, Adriane é flagrada comendo pipoca doce, etc. “Vou ser líder de audiência. Esse é o meu objetivo de vida. Nunca quis ser genial, não tenho pretensão de ser intelectual. Quero ser genuína, fazer o meu trabalho, falar a verdade, construir minha história na televisão, deixar uma marca para quando envelhecer, olhar para trás e dizer, fiz um monte de coisas, falei com um monte de gente”

Nesse período, digamos, sabático, ela tem vivido na ponte Rio-fun tour. Em seu apartamento carioca, no Leblon, tem passado fins de semana esportivos. Em trânsito, pode ser vista de Capri a Capibaribe – e consequentemente em todas as bancas. “Adoro viajar, pagando ou de graça, não importa. Se for a trabalho, melhor ainda. Se pagam o meu cachê, ótimo. Mas já cansei de ir e fazer graça, com o mesmo empenho. Porque se não tem o meu preço, dependendo de quem me chamou ou para o quê, aceito de qualquer jeito. E se o dinheiro for menos do que pedi, mando para uma instituição de caridade. Ou ganho inteiro ou faço de graça, só não diminuo meu cachê”. Por ora desligada da TV, então, o que será o amanhã de Galisteu? “Vou lançar outro livro, dessa vez contando tudo o que levei para o divã em quatro anos de análise” Tudo? “Só a parte em que falo dos meus relacionamentos. Recebo muitas cartas de mulheres que vivem crises no casamento e pedem conselhos. Sinto que elas querem se livrar e não sabem como. É o grande drama feminino: como sair ou entrar na relação? Como fazer para não se machucar amando? Quero falar com elas, que vivem um romance falido, que têm medo de tomar uma atitude. Sei que sou referência no assunto!” Mais um título de autoajuda? “Não, e nem uma biografia. Sei que tenho um público que vai estar louco para ler”. Assunto não vai faltar, e nem bons exemplos de como sair por cima quando a história anda em baixa. “Geralmente sou eu que acabo, mas não levo isso em consideração. Acho até mais fácil que terminem comigo, prefiro mil vezes que tomem a decisão no meu lugar” Adriane, que já chamou de seu (em ordem aleatória) os empresários Alexandre Accioly e Gabriel Betti, o jogador de futebol Roger Flores, o aprendiz Roberto Justus, o cantor mexicano Jaime Camil, os deputados Fábio Faria e Julio Lopes, o diretor Rogério Gallo, o piloto Ayrton Senna e há três meses o também empresário Alexandre Iódice, ultimamente foi apontada como a nova sou-bi-e-daí da praça. Adriane foi vista, e apenas vista, com Ana Carolina. Certa vez, foi vista, e bem vista, de smoking, uma coisa meio Helmut Newton, meio Saint Laurent. Pronto: Galisteu acordou gay, namorando firme e o pior: fã de barzinho com música ao vivo. “O único ônus da minha profissão e da exposição é o julgamento, e geralmente de pessoas próximas. Quem publicou isso está careca de saber que tenho vários amigos e amigas. E que a opção sexual de cada um deles não me diz respeito. Assim como a minha não interessa a ninguém e nem pode ser relevante. A não ser para a pessoa que está ao meu lado e ponto final. Isso é um tipo de coisa que não discuto. Dou todas as matérias do mundo, falo de todos os assuntos. Quer falar de sacanagem, vamos falar de sacanagem, mas quando envolve outra pessoa você não pode falar de determinadas coisas. Tem alguém mais envolvido ali e ela pode querer ou não falar sobre isso” Ana Carolina, definitivamente, não namora Galisteu. E até o fechamento desta edição, Galisteu estava, e muito bem, com Iódice. Encontrei os dois recentemente em Paris e conferi: formam um simpático casal. Se vai durar? “Gostaria de ter um filho dele, mas não é a primeira coisa que vem à cabeça. Quero mesmo um relacionamento estável, ter filho nunca foi a minha meta. Tem mulher que veio ao mundo para ser mãe. Sinceramente, não sei se quero isso para mim” Respondida a pergunta?

Pausa na entrevista, chega o nosso almoço. Dri (já estou íntimo) come sua tradicional salada de lulas e camarões. O gravador segue ligado, eu sigo atento. E ela segue o assunto. “O que causa confusão é que são as pessoas mais próximas que me julgam, me acusam de ser gay ou de ser oportunista, por exemplo. O público não tem esse costume. Sou muito simples, meus hábitos são muito simples. Sempre estive bem cercada, de amigos que me ajudaram, que me mostraram os caminhos, mas que nunca me deram nada de graça. Soube aproveitar as oportunidades que a vida me ofereceu. Oportunista não tem escrúpulo, passa por cima de todo mundo, sem perceber o que está fazendo com os outros. E no meu caso, uma coisa que não faço é falar que o meu está certo e o seu está errado, não me aproximo de gente que só gosta de estar com você para aparecer na foto. Nunca tive baba-ovo, nunca paguei babá de estrela, não é do meu temperamento. Se você me vir na rua com alguém, pode ter certeza que é meu amigo, que eu trouxe para dentro da minha vida” Já passa das cinco da tarde, estávamos a sós no salão do restaurante, os garçons fingem que não estamos ali. Muito à vontade, ficamos. Fim da entrevista, ela pede a conta. “Sou meio machinha, talvez a diferença entre mim e o homem seja o pau. Às vezes, tenho que segurar isso. Sempre tomo a frente, pago a conta, abro a porta do carro, dirijo, enfim. Me pego tomando atitudes totalmente masculinas, mas me controlo para ser mulher e deixar que os meus namorados tomem a frente”.

No caso, Adriane foi bem “machinha”: pagou a conta, me deu carona e abriu a porta de seu trator blindado para eu entrar. Nos despedimos, marcamos um encontro qualquer, ficamos de nos ver em breve. O mulherão segue seu caminho, eu sigo o meu concordando com o que me disse mais cedo: “Pobre menina rica é o cacete”.










Revista RG Vogue - Setembro 2008

04 outubro 2023

Tudo sobre o livro Caminho das Borboletas

Em novembro de 1994, oito meses após o trágico acidente que matou Ayrton Senna, a sua namorada Adriane Galisteu lança seu livro de memórias com o piloto, uma história de amor que emocionou o Brasil e até hoje lembramos.
Esse é o dossiê sobre o livro Caminho das Borboletas - Meus 405 Dias ao lado de Ayrton Senna.


O livro foi lançado com pompa pela editora Caras, o depoimento de Adriane Galisteu foi dado ao jornalista Nirlando Beirão, que também fez o prefácio, já o pósfácio foi feito por Emerson Fittipaldi.
No dia 19 de novembro de 1994, Adriane Galisteu lançou oficialmente o livro Caminho das Borboletas em uma badalada festa na boate Limelight em São Paulo, ela autografou cerca de 300 livros na ocasião, das 19:30 às 01:00 da madrugada.


Foi publicado ainda em 1994 uma edição especial do livro com capa dura e luva protetora, 10.000 exemplares foram entregues ás livrarias apenas de São Paulo e outros 100.000 exemplares foram distribuídos para bancas de revistas de todo o Brasil. Não ouve 2ª edição desse lançamento, era para se tornar um item mais de colecionador mesmo, o que funcionou muito bem, já que hoje em dia é bem difícil encontrar essa opção do livro à venda em sebos especializados. 


Luva protetora do livro de capa dura

Em 1995 o livro foi lançado em Portugal com o título A Minha vida com Ayrton Senna

Contracapa do livro lançado em Portugal

Capa da 2ª edição lançada em Portugal

Capa da 3ª edição lançada em Portugal

Essa é a edição lançada na Austrália em 1995, por lá o livro se chamou My Life With Ayrton, tinha 100 páginas e diferente do Brasil teve mais de 20 páginas só com fotos da Adriane e do Ayrton. 

Contracapa da edição lançada na Austrália

Essa foi a edição em francês do livro, lançado em setembro de 1995 e foi distribuído na França e no Canadá, que se chamou Ma Vie Avec Ayrton 244 páginas (8 eram de fotografias) 

Contracapa da edição em francês do livro Caminho das Borboletas 

Essa é a capa da edição lançada na Hungria em 1995, que por lá o livro se chamou Szerelmem Senna

Contracapa da edição da Hungria

Na Alemanha o livro foi lançado em 1995, e por lá recebeu o titulo de Mein Leben mit Ayrton.

Contracapa do livro Caminho das Borboletas, edição alemã 


Devido ao sucesso do livro, a editora Caras em parceria com a Sony Music lançaram no Brasil o audiobook oficial do Caminho das Borboletas, um box com 2 fitas cassetes narrado por Adriane Galisteu. A tiragem inicial foi de 200.000 exemplares e não teve 2ª edição. Abaixo algumas fotos do box original do audiobook.

 





Para quem quiser ouvir o áudio completo do livro é só clicar nesse link:

Para quem quiser ver como era o box do audiobook tem um vídeo de unboxing aqui:

25 julho 2021

O Retorno Triunfante de Galisteu

 



Apresentadora, atriz e modelo, Adriane Galisteu, por diversas vezes, já provou que gosta mesmo de desafios, de se entregar de corpo e alma àquilo em que acredita. Não à toa, aceitou a propostos da RecordTV para assumir o posto que era comandado pelo saudoso Gugu Liberato, que nos deixou de maneira repentina. 
A frente do "Power Couple, ela vem construindo com muito orgulho e dedicação mais uma hist6ria como uma das grandes comunicadoras da TV brasileira. E tem mais: seu nome foi confirmado para assumir a edição 2021 de um dos reality shows mais famosos do país, "A Fazenda', um grande feito, já que Adriane será a primeira apresentadora mulher a comandar o programa. 
Dona de uma carreira bem-sucedida, Adriane Galisteu bateu um papo exclusivo com a Revista Regional, mesmo com o ritmo de trabalho intenso. Dedicada, ela fez questão de responder as perguntas durante os intervalos de gravação do reality Confira. 

À frente do "Power Couple", como você tern mantido o equilíbrio emocional em meio aos desafios que todos estamos passando? 

O trabalho te ajuda a amenizar os sentimentos em reina na pandemia?
  Sem dúvida, o trabalho ajuda em todos os sentidos, não só a mim, mas a toda equipe. Estamos tanto tempo enfiados em casa, ouvindo notícias ruins, preocupados, e de repente eu ganhei esse presente que é o "Power" e a gente com, a respirar melhor, com, a entender que o trabalho realmente nos salva de qualquer situação. Neste momento, estamos com todo cuidado do mundo, toda equipe superequipada, paramentada, todo mundo cuidadoso e zeloso pela saúde, mas exercendo a nossa função. Graças a Deus eu ganhei esse presente e estou super feliz. 

Adriane, são muitos anos como apresentadora, apesar de o público da TV ter mudado devido à internet e às plataformas de streaming, você acredita no poder da televisão aberta enquanto veículo de entretenimento?
 Como eu já fiz rádio na minha vida, me lembro muito de quando as pessoas diziam que agora que a televisão chegou, o rádio ia acabar. Não, o rádio não acabou, ele se adequou, e eu continuo fazendo rádio, sou apaixonada pelo veículo. Aliás, sou apaixonada por comunicação. Eu acho que a televisão também está se adequando com a chegada da internet, nada acaba, as pessoas e os veículos irão se adequar a uma nova situação, apesar de os públicos serem diferentes, é quase impossível você encontrar uma pessoa que só assiste à 1V sem a internet na mão, as duas acabam se completando. Eu me reinventei na internet, tenho o meu canal no Youtube, tenho um trabalho muito forte nas minhas redes sociais, bem completo por sinal, fiz um programa no Facebook até pouco tempo atrás, e nunca tirei o meu foco da televisão porque realmente uma coisa completa a outra. 

Já são 26 anos como apresentadora, desde o inicio no "Ponto G", em 1995. Como você analisa essa evolução e esse amadurecimento profissional, levando em consideração que passou por inúmeros formatos de programas? 
Foi no Ponto G' o início de tudo na televisão, junto com o Billy Bond, que segue sendo meu amigo até hoje. Inclusive, eu fiz teatro (com ele) há bem pouco tempo atrás, fiz a minha primeira peça infantil com o meu filho Vittorio, foi uma grande emoção. Mas vamos lá, desses 26 anos posso dizer que aprendi muito, cresci muito, eu ainda tenho muito a aprender porque a televisão é sempre assim. cada equipe que você trabalha, cada emissora, cada projeto que chega ao seu colo é um novo jeito, um novo olhar, uma nova forma de se comunicar. Eu aprendi muito com tudo que fiz, com as coisas que deram certo, com as coisas que não deram tão certo assim, eu acho que tudo vale muito como aprendizado profissional, mas eu, sem dúvida, tenho a mesma alegria de sempre, eu me vejo muitas vezes entrando no palco aqui no "Power Couple" como se estivesse entrando na MTV. a mesma menina, porque gosto de fazer isso, me dá uma sensação e emoção que eu não consigo explicar, apesar de eu fazer muitas outras coisas com comunicação, mas a TV e o programa ao vivo me dão esse tipo de sensação. Uma vez eu estava entrando no palco com a Bibi Ferreira, com quem eu tive a honra de atuar, um privilégio, eu olhei pra ela e perguntei se estava nervosa, porque ela abria a peça, e a Bibi disse que sim e que o dia que ela não estivesse mais nervosa, não faria mais isso (teatro). Imagina você ouvir isso de Dona Bibi Ferreira, monstro sagrado do teatro brasileiro. diva total e absoluta, é óbvio que essa sensação da menina que começou no "Quiz MTV" existe dentro de mim até hoje e vai continuar assim, eu sinto isso, não importa o tempo que eu tenha de experiência, mas essas emoções, esse frio na barriga. essa vontade de aprender. não vão mudar nunca. 

Cada apresentador tem uma característica. O Chacrinha, por exemplo, ficou conhecido por seus bordões, a Hebe, por sua espontaneidade. Quais características você gostaria de deixar marcada na memória das pessoas? Você consegue vislumbrar o seu futuro na TV daqui a dez anos? 
Eu tenho algumas características, primeiro porque todo mundo que você citou são pessoas que marcaram época, marcaram histórias e são insubstituíveis, aliás, na TV tem figuras opte fazem muita falta, o Gugu também é uma delas, mas eu tenho um jeito espontâneo de ser e essa espontaneidade chama a atenção, o meu estilo chama atenção. Eu sou uma mulher que sempre colocou a coisa do cabelo e da roupa de uma forma importante, do meu lado junto comigo apresentando o programa, eu tenho uma questão do estilo. Eu ando nas ruas e as pessoas falam: "Eu adoro ver as coisas que você veste, adoro ver como você vai estar vestida hoje porque é sempre uma surpresa'. E pra mim também é sempre uma surpresa, Então, a minha equipe - tanto o Thiago Fortes que faz o meu cabelo; o Robson Almeida, o make: e o Thidy Alvis, que faz o meu estilo -, está sempre junto, estamos sempre pensando em surpreender, e trazer um pouco de moda, mesmo sendo um programa diário, é trazer essa informação da moda. E importante ter essa imagem comigo, e é uma característica muito minha na TV. Eu posso ser lembrada pela minha espontaneidade. mas também pelo meu estilo. Como eu me vejo daqui a dez anos? Viva e feliz com borboletas no estômago. agora. realmente não me faça perguntas sobre o futuro porque eu tenho dificuldades de responder. Eu sou uma mulher do presente. totalmente do presente. não consigo sonhar nem com o meu dia de amanhã porque já fico ansiosa. imagina daqui a dez anos? Não. não... (risos) Mas é assim que eu me vejo: feliz. cheia de saúde. com borboletas no estômago e no ar! 

Estamos em pandemia há um ano, você acredita que de alguma forma foi possível desacelerar e cultivar a família, aproveitando de maneira mais intensa a vida, já que estamos falando de um número expressivo de mortes diárias?
 É tão difícil falar desse momento pandêmico porque estamos há um ano... Eu trabalhei muito nessa pandemia., mas. sem dúvida. experimentei tuna vida diferente, assim como todo mundo. Temos o privilégio de ter casa. o privilégio de ter família. comida em casa. mas quantas pessoas perderam essas possibilidades e se viram numa situação difícil? E complicado falar da pandemia porque não estamos no mesmo barco. nós estamos vivendo a mesma situação. mas cada um enfrenta de formas diferentes. O que eu posso dizer é que durante a pandemia fiz algumas lives. entrevistei o Pondé (filósofo Luiz Felipe Pondé). que eu admiro profundamente. ele falou pra eu não romantizar a quarentena, porque na minha cabeça achei que a gente pudesse sair melhor dessa situação. porque é assim que eu me vejo. me vejo melhor depois da pandemia. Hoje consigo priorizar a minha agenda como que realmente importa. eu percebi que desacelerar é importante. percebi o quanto estar perto do Vittorio (filho) e do meu marido (Alexandre Iódice) é importante para o crescimento familiar. Eu senti muita falta da minha mãe ela sempre foi muito importante pra mim, mas pela primeira vez. fiquei quase dois meses sem vê-la. só pela janela de casa. Experimentei o medo. a insegurança corno todo mundo. ah que difícil falar disso... Mas vejo que hoje eu saio dessa pandemia. ou pelo processo dessa pandemia. uma mulher mais madura, uma mulher melhor. mas não quero romantizar, todos nós temos que estar atentos aos nossos sentimentos e às nossas prioridades. Eu tenho. corno apresentadora e comunicadora, a obrigação de pontuar que precisamos dessa vacina o mais rápido possível. que a gente tinha que estar experimentando neste momento todo mundo já vacinado. ou pelo menos no caminho de, temos que entender que essa és nossa saída. tentos muito que aprender com a pandemia, por incrível que pareça. É assim que vejo. a gente segue com máscara e álcool em gel, mesmo com a vacina. seguiremos assim por muito tempo. mas torcendo por um mundo melhor. 

Por Ester Jacopetti








09 dezembro 2020

Entrevista á revista Share Record TV - 2020


 ENTREVISTA 

ADRIANE GALISTEU

"Todos os dias, tenho a certeza de que nasci pra isto" 
Nasceu em São Paulo, mas descende de espanhóis e de húngaros, uma mistura explosiva que lhe confere a personalidade especial. 
Adriane Kelemen Galisteu começou a carreira há 30 anos, na música, e ganhou destaque mundial quando o namorado, o consagrado piloto Ayrton Senna, morreu num acidente de Fl. 
Entretanto, não voltou a cantar. Foi modelo, apresentadora e atriz, e tornou-se numa das figuras mais carismáticas da TV brasileira. 

texto Ana Rita Dinis 

Começou a trabalhar cedo para ajudar a família. Isso tornou-a mais forte e responsável? 
Comecei aos nove anos. E, com essa idade, a profissão é como uma brincadeira. Demorei um bocado até entender a diferença entre brincar e trabalhar naquilo que gostava. Porém, sempre tive certeza do meu caminho. Sim, acho que as dificuldades nos tornam mais responsáveis, mais fortes. São as necessidades que transformam o nosso dia a dia, pelo menos é o que eu acho. 

Durante a infância, teve uma breve experiência na música. Nunca mais pensou em cantar? 
Comecei aos 10 anos num grupo chamado Chispitas, autor da música de uma novela mexicana que fez muito sucesso no Brasil A banda durou o tempo da novela. Depois, aos 14, entrei noutra banda chamada Meia Soquete, onde fiquei até aos 17 anos. A experiência na música fez parte da minha vida durante muitos anos. Ganhei discos de ouro, de platina, participei em tudo o que era programa de TV, mas agora não canto nem no chuveiro. [Risos] 

Desde essa época passaram mais de 30 anos. Entretanto, trabalhou como modelo, atriz e apresentadora. Em que área se sente mais realizada? 
Não gosto nem de pensar que já passaram 30 anos, mas enfim... Hoje é muito claro que não havia outra escolha na vida para mim. Todos os dias tenho a certeza de que nasci para isto. Gosto de comunicar de todas as maneiras. É muito difícil escolher um braço da minha profissão que me deixe mais feliz. Representar é uma coisa que me enche de experiências, é muito bom, faz parte da minha vida, e é um desafio enorme. Ser apresentadora está no meu ADN. Gosto de comunicar, faço rádio, TV, tenho o meu programa no Youtube... A minha vida de modelo já está na reforma, mas nunca nos esquecemos de uma passarela ou do dia a dia do trabalho de modelo. É difícil escolher... Amo o meu trabalho e todos os caminhos onde ele me leva. Adoro até esta nova forma de me relacionar com as pessoas, através das redes sociais, com lives, a brincar, a mostrar a minha vida no YouTube. 

É muito elogiada pela sua versatilidade à frente das câmaras. Quais são, no seu entender, as características essenciais para saber comunicar com todos os públicos? 
Acho que é uma coisa muito minha, não consigo explicar. É muito natural. Procuro trazer o máximo de verdade possível para as câmaras e tento ser o mais espontânea possível. Não importa a quem me dirijo, pessoas mais novas, mais velhas... tento ser sempre eu. Acho que conquistamos muito mais quando somos honestos, próximos, quando abrimos o coração para falar dos erros, sucessos, medos. Gosto de chegar bem perto de mim, o máximo possível, em frente às câmaras. 

Durante muitos anos, foi 'a namorada do Ayrton Senna' para o mundo inteiro. Sente que teve de se esforçar mais para ver o seu talento reconhecido? 
Carrego a história com o Ayrton como um escudo, não como um fardo. Atravesso a minha vida com essa história. Fez parte de um momento muito, muito, muito, alegre, muito importante e muito trágico da minha vida. É uma marca que não tenho como apagar ou deixar para trás. Tenho muito orgulho dessa história e nem sequer é um problema falar dele. Também não tenho nenhum problema que as pessoas 
me associem a ele. O esforço que fiz para separar as coisas e conseguir fazer o meu caminho, a minha história, teve a ver com as contas para pagar, com encontrar o meu espaço para poder sobreviver naquela altura, e recomeçar a minha vida profissional, não por qualquer tipo de necessidade de desligamento. 

Aprendeu cedo que a exposição pública pode trazer coisas boas e más. Como lida hoje com as críticas?
 A exposição num primeiro momento parece divertida. Até que te deparas com os problemas associados. Mas eu, particularmente, sempre 'tirei de letra', nunca me incomodei com as agressões, até porque foram poucas graças a Deus, as pessoas sempre foram delicadas comido de uma maneira geral. Como é a minoria, evito dar qualquer tipo de espaço a essas pessoas. A minha mãe é que sofre, porque mãe é mãe, ela tem muita dificuldade em lidar com isso. E agora com as redes sociais isso ficou mais evidente. Antigamente, não havia muito por onde as pessoas pegarem - era através de uma entrevista, de um artigo maldoso, mas coisa pouca. Mas não tenho do que me queixar. Tenho uma relação com a minha vida pública e com as minhas escolhas de muito amor. A crítica faz parte da vida de quem escolhe uma carreira pública. 

Disse recentemente que quer voltar para a TV aberta e há rumores de que pode estar para breve o seu regresso à Record TV... 
A TV aberta está sempre nos meus planos. Fiquei 18 anos consecutivos na TV aberta, passei para a TV por assinatura. Hoje tenho as minhas redes, mas é claro que essa opção está nos meus planos. Se Deus quiser, a minha hora vai chegar e tudo vai dar certo. 

Que recordações guarda da sua passagem pela Record TV, com o programa 'É Show'?
 O 'É Show' foi muito marcante. Comecei a minha história na TV na CNT, depois fui para a MTV, Rede TV e, mais tarde, Record TV E foi aí onde realmente 'aconteci', onde ganhei o meu primeiro prémio como apresentadora. Tinha um programa diário que passou a semanal, 
"Procuro trazer o máximo da verdade para as câmaras e tento ser o mais espontânea possível" 

Como é a sua relação com as redes sociais? 
A minha relação é a melhor possível com as redes. Acho superdemocráticas. É um lugar onde cabem mesmo gregos e troianos. As redes sociais entraram na minha vida 'a rasgar'. A minha primeira rede foi o Twitter, depois o Instagram e o Facebook. Mais tarde veio o YouTube, TikTok e todas as outras redes, porque uma vez na rede social, para sempre na rede social Aliás, não dá para não estar. 

Também comunica bastante no YouTube. Que tipo de conteúdos passa no seu canal? 
O meu canal está muito próximo da minha verdade. Tem a louca' que fiz para a quarentena, a louca' das compras... Sou mesmo assim, louca por compras, pela vida, por ginástica, por comida, pelos meus amigos... Sou mesmo exagerada e a ideia de transformar isso numa personagem tem muita graça. Não consigo olhar para o YouTube sem humor. Claro que na quarentena tirei o pé do humor e mostrei os dotes culinários, o que também tem sido divertido, mas de um jeito muito mais leve, comigo a gravar no telemóvel, por exemplo. 

O que não pode faltar na sua rotina diária? 
Tanta coisa. Pelo menos uma corridinha ou algum outro tipo de exercício, para dar uma oxigenada no sangue e no cérebro, tem de acontecer. Muda logo o meu dia. 

Está casada há 10 anos com Alexandre Iódice. O que mais a atrai no seu marido? 
Este relacionamento é dos antigos. Nós já nos conhecíamos há muitos anos, mas eu reconheço e conheço o Alexandre todos os dias. É muito bom. Tenho muita admiração por ele. É o homem que amo, que me deu o que tenho de mais importante na vida, que é o Vittorio. Construímos a nossa família no dia a dia, e conhecemo-nos todos os dias. Naturalmente, temos as nossas discussões, porque somos normais, mas também temos muita lealdade e cumplicidade. Ele trabalha comigo, ajuda-me e ensina-me. Eu também trabalho, ensino, ajudo. É uma troca muito especial. 

Em que medida ser mãe mudou a sua forma de encarar a vida? 
Aprendo mais com o Vittorio do que lhe ensino. A vida tem de ser mais simples e as crianças mostram-nos isso todos os dias. Às vezes, queremos tudo, e as crianças mostram-nos que não é preciso. Na quarentena foi assim. No início, fiquei muito preocupada coma vida do Vittorio, um menino superdesportista, cheio de atividade. Comecei a ficar ansiosa. E ele estava ótimo. Claro que ficou mais tempo em frente à TV e ao telemóvel, e jogou mais jogos, mas o estudo em casa correu muito bem, a leitura dele melhorou. Ele ficou feliz de poder estar mais tempo conosco. Esta quarentena transformou muito a nossa família nesse capítulo. A chegada do Vittorio é um marco na minha história. Ele é a minha prioridade e as coisas que amo acontecem juntas. Não preciso de me separar das coisas que amo para construir as minhas coisas. 
Já há muita coisa que ensino ao Vittorio sobre as mulheres. Ele tem dez anos, mas está bem na hora de saber. Primeiro, a forma de tratar, o respeito, o facto de sermos iguais e de gostarmos de um carinho extra. [Risos] Ele tem uma mãe que trabalha muito e sabe que sou muito feliz porque amo muito o que faço, sabe que me dedico e que, quando estou com ele, estou 100% com ele. Ele viu a mãe a trabalhar a vida inteira e isso é uma coisa muito importante para mim, que ele respeite o trabalho, entenda os limites, saiba respeitar uma mulher de verdade, saiba dar amor de verdade, não tenha nenhum tipo de competição com as mulheres. É um trabalho árduo, mas é diário. 


Ainda mantém a intenção de ter mais um filho?
 Intenção tenho, agora a natureza está a gritar que não, mas eu estou firme e forte. Acho-me ótima e saudável, pronta para mais um. Seja o que Deus quiser. 

Aos 47 anos sente-se uma mulher realizada? 
Sou uma mulher muito feliz com tudo o que conquistei. Agradecida. A gratidão faz parte da minha vida, mas eu ainda quero muito. Dizer que sou super realizada e que estou ótima dá-me um certo desespero, porque parece que está a chegar o fim.. Sou uma mulher que tem amor pelas suas escolhas, pela família, pelo trabalho e ainda tenho muito para conquistar, muitas peças de teatro para fazer, muitos programas para apresentar, muita mãe para ser... Estou feliz com o que conquistei, mas ainda quero mais. 

A sua forma física é invejável. É resultado de muito sacrifício? 
Para manter a forma física depois dos 40 anos comemos metade e corremos o dobro. Não há segredos. De vez em quando damos uma escapadela aqui outra ali, mas na base, não tem saída. Gosto de me sentir magra, então faço bastante exercício. Também gosto muito de comer e não resisto a uma comida do Alexandre, por isso tenho mesmo de garantir os meus exercícios. 

Já passou por Portugal várias vezes e até viveu cá um tempo. Qual é a sua opinião sobre o nosso país?
 Sou apaixonada por Portugal. Morei em Sintra durante um ano, foi um ano muito difícil da minha vida, mas conheci muita gente, fiz muitos amigos e tive o carinho de um país muito próximo - a língua aproxima-nos muito. Tudo o que vejo e ouço de Portugal enche-me de emoção. Amo a comida, as pessoas, os lugares... sou uma apaixonada por Portugal 






 

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Adriane Galisteu - Tiramos a loira da geladeira - Revista RG Vogue 2008

  POP STAR Adriane Galisteu já quis ser assistente do Bozo, fez propaganda de lanchonete, foi cantora, radialista, modelo de lingerie, namo...

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